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Secas na região geoeconômica Centro-Sul do Brasil: de 2020 a 2021​

Precisamos falar sobre mudanças climáticas!

De acordo com Pedro Pinchas Geiger (1967), a região geoeconômica Centro-Sul do Brasil é formada pelas regiões Sul e Sudeste (conforme a classificação do IBGE), além dos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, sul do Tocantins e Mato Grosso, e o Distrito Federal.

Em relação aos fatores climáticos que influenciam o clima nesta região, destacam-se as massas de ar. Esta sofre influência da: Massa Equatorial Continental (mEc); Massa Tropical Continental (mTc); Massa Tropical Atlântica (mTa) e Massa Polar Atlântica (mPa)
(ver: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/massas-ar-no-brasil.htm).

Durante o verão na região Centro-Sul, prevalecem as massas: Equatorial Continental e Tropical Atlântica, que trazem muitas chuvas para a mesma. Já no inverno, predominam as massas: Polar Atlântica e Tropical Continental, com a presença de maiores períodos de estiagem.

Conforme dados científicos, analisados durante os anos de 2020 e 2021, com destaque para os do IPMet, percebe-se que estamos passando por um fenômeno climático que é denominado de La Niña (ver: “http://enos.cptec.inpe.br/”). Este é caracterizado pelo resfriamento anormal das águas do oceano Pacífico Equatorial, ocasionando maiores períodos de secas na região Centro-Sul do Brasil e maiores volumes de chuvas nas regiões
Amazônica e Nordeste do país.

Nos períodos de La Niña, a Massa Tropical Continental, que é quente e seca, tende a ganhar forças na região Centro-Sul, o que impede a entrada de massas de ar úmidas (bloqueio atmosférico), contribuindo para o aumento dos períodos de estiagem, o que compromete a produção agropecuária e de energia hidrelétrica nesta região.

Outro fator que também tem colaborado para a intensificação das secas, é o desmatamento, em especial, da floresta Amazônica, pois com a diminuição da vegetação, há a perda de umidade na atmosfera pela redução da evapotranspiração (ver: “https://www.oeco.org.br/dicionario-ambiental/28768-o-que-e-evapotranspiracao/”). Tal processo, de formação de nuvens de chuvas na região Amazônica, é responsável pela gênese dos chamados “rios voadores” ou “rios aéreos” (ver: “https://ucterra.com.br/o-que-sao-os-rios-aereos-e-qual-sua-importancia/”), que alimentam a Massa Equatorial Continental, trazendo chuvas para diversas regiões do país.

Finalmente, destaca-se que as ações antropogênicas (seres humanos), especialmente a queima de combustíveis fósseis e da vegetação, têm ocasionado a liberação de gases poluentes, que contribuem para a intensificação do efeito estufa, dentre eles: o gás carbônico e o metano (este último, é liberado mais intensamente, pela decomposição da matéria orgânica e digestão animal, como de bovinos, por exemplo), havendo a necessidade do controle das emissões destes.

Euzemar Florentino Júnior

Euzemar Florentino Júnior

Professor de Geografia do CEEJA

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