Economia

Da gasolina à comida: por que tudo está tão caro no Brasil?

Alta dos combustíveis já levou 25% dos motoristas de aplicativos a desistir da profissão que já é precarizada.

Atualmente, os brasileiros têm se deparado com o aumento do preço de alguns itens essenciais para a nossa sobrevivência, dentre eles: comida, gasolina e energia elétrica.

O primeiro fator responsável pelo aumento no preço desses itens é a inflação. De acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação no Brasil, no início do mês de agosto, ficou em torno de 9%, valor este que é considerado elevado pelos economistas.

Para se ter uma ideia, o preço médio da gasolina no país está em torno de seis reais, o litro, sendo comercializada em alguns estados, por sete reais. Tal fato, também pode ser explicado, em partes, pelo valor dos impostos cobrados por cada estado e pela distância dos mesmos em relação as refinarias de petróleo.

Já no mercado internacional, a elevação do preço do petróleo tem relação com a maior demanda desse produto por alguns países do mundo, que já estão se recuperando da crise do Covid-19; e também, pela influência da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), que é responsável por uma grande parcela da extração deste recurso natural.

Outro fator que vem contribuindo para a elevação de itens como: comida e combustíveis, é o valor do dólar em relação ao real. Assim, um dólar americano equivale a mais de cinco reais, o que é um forte indicativo de que a nossa moeda está desvalorizada no mercado internacional.

Devido ao fato de o Brasil ser um grande produtor de commodities (matérias primas), os produtores nacionais do setor agropecuário, optam por vender seus produtos no mercado externo, por causa da valorização do dólar, o que aumenta o valor destes no mercado nacional.

Além do aumento do preço dos produtos agropecuários no mercado nacional, nos deparamos, na atualidade, com uma das maiores secas que ocorreram na região geoeconômica Centro-Sul do Brasil, o que compromete a produção regional de alimentos.

 

Finalmente, a falta de chuvas, que está associada ao desmatamento da Amazônia e ao fenômeno La Niña, contribuiu para o aumento do preço da energia elétrica, pois a matriz energética brasileira é predominantemente composta pelas centrais hidrelétricas.

 

Texto adaptado de: “Da gasolina à comida, por que tudo está tão caro no Brasil”, BBC News. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=R39K5Ddv06Q&t=1s&ab_channel=BBCNewsBrasil

Euzemar Florentino Júnior

Euzemar Florentino Júnior

Professor de Geografia do CEEJA

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