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A Vez Delas – Reflexões sobre o Dia Internacional da Mulher!

O Projeto A Vez Delas convida a todos e todas para uma reflexão sobre os motivos para comemorarmos o Dia Internacional da Mulher, uma data marcada por protestos que pedem igualdade de gênero.

O Dia Internacional da Mulher é uma data para reflexão e mobilização em torno de uma luta pela igualdade e emancipação das mulheres, vítimas de uma opressão histórica que, sob o capitalismo ganha formas mais sutis e perversas e se manifesta com particular força e evidência no mercado de trabalho, onde elas ganham menos e são vítimas de assédio moral e sexual. A discriminação surge em consonância à cultura patriarcal e machista que transparece igualmente nas estatísticas sobre violência doméstica e feminicídio, ações que durante a pandemia têm aumentado e especialmente estimulados por uma onda obscurantista e reacionária.

No dia em que se comemora a data emblemática, uma operação nacional da Polícia Civil denominada “Resguardo”  tem como objetivo combater os crimes de violência doméstica em todo o país. 

Ação é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e tem o apoio da Polícia Civil e apontam que em todo o país, até o final da edição desta postagem, 43 mil denúncias de violência contra a mulher foram apuradas e resultaram em pelo menos 7 mil pessoas presas e 900 armas apreendidas.

No destaque, servidoras públicas da Polícia Civil em ação.

A operação Resguardo começou no dia 1º de janeiro deste ano. Desde então, a Polícia Civil já apurou mais de 615 denúncias, que culminaram com a instauração de cerca 6,6 mil inquéritos policiais, 93 mandados de prisão e 244 cumprimentos de mandados judiciais. No período, houve o atendimento de mais de 51.166 mulheres vítimas de violência e realizada a prisão de 180 agressores somente no Rio Grande do Sul.

Muitas pessoas consideram o 8 de Março apenas uma data de homenagens às mulheres, mas, diferentemente de outros dias comemorativas, ela não foi criada pelo comércio — e tem raízes históricas mais profundas e sérias. Alguns aspectos do trabalho das mulheres permanecem idênticos, apesar da passagem dos séculos, como as diferenças salariais, a significativa concentração em setores e ocupações com estereótipos de gênero e o grande volume de horas dedicadas ao trabalho de reprodução social. Ainda que as mudanças nas estruturas ocupacionais, resultado das transformações tecnológicas e nas formas de organização dos processos de trabalho, tenham gerado novas ocupações, persistem alguns atributos a ela associados e que acompanham a sua inserção no mundo produtivo.

Os avanços verificados ao longo do tempo não alteraram de maneira significativa o lugar da mulher na divisão sexual do trabalho, mantêm-se as barreiras o que evidencia o viés de gênero na forma como se distribuem os sexos nas diversas ocupações e setores econômicos. A inserção das mulheres na estrutura ocupacional, nessas últimas décadas, apresentou poucas alterações. Elas estão concentradas em atividades socialmente identificadas como sendo de sua atribuição, reafirmando os papéis associados ao gênero.

Na área da ciência, o espaço ocupado por elas ainda é menor.

No Brasil e em muitas partes do mundo a exclusão das mulheres na ciência é naturalizada. De uma maneira geral as meninas e mulheres não são incentivadas a buscarem um curso de graduação nas áreas de ciências exatas e tecnologia, e quando se fala em “cientista” a primeira imagem que vem à nossa cabeça é a figura de um homem. O maior desafio é cortar desde a infância a construção de estereótipos de que os meninos têm habilidades que os tornarão astronautas e as meninas têm habilidades para cuidar da casa e educar crianças. Trata-se de mudar a perspectiva, pois nenhuma escolha é certa ou errada, mas é preciso dar à elas, essa opção de escolha.

No início da pandemia, Jaqueline Goes de Jesus ganhou projeção, ao lado da professora Ester Sabino, por representar a equipe responsável pelo sequenciamento genético do novo coronavírus, em menos de 48 horas. A projeção resultante do pioneirismo no sequenciamento genético do novo coronavírus transformou Jaqueline Goes de Jesus em influenciadora.

Hoje, no seu perfil de uma rede social, por exemplo, tem 156 mil seguidores. Ela decidiu aproveitar o prestígio para falar de ciência e de representatividade

“Recebi críticas, de outros cientistas, de que o nosso papel não é ficar na mídia, mas dentro do laboratório” revela a PhD, Jaqueline Goes de Jesus.

Em contrapartida, o Brasil experimenta uma onda de negacionismo que tem mobilizado diversas áreas da ciência em prol do combate a desinformação, portanto, a divulgação de resultados promissores e dos avanços das pesquisas científicas são contribuições necessárias para a sociedade.

Ester Cerdeira Sabino à esquerda e Jaqueline Goes de Jesus na direita. 

Durante esta semana, o Projeto A Vez Delas propõe uma atividade reflexiva que dialoga com o Dia Internacional da Mulher no cenário atual em que as mulheres brasileiras fazem parte.

Para conhecer um pouco do Projeto que atua no CEEJA desde 2019, clique AQUI.

Neste link você, estudante do CEEJA acessa um formulário com questões propositivas que vai contribuir para a reflexão e o posicionamento em relação ao tema.  PARTICIPE! 

Para responder ao formulário, CLIQUE AQUI

Fontes:

  1. Adaptado de Mulheres em defesa de direitos, democracia e contra a reforma da previdência. Disponível em https://ctb.org.br/noticias/8-de-marco-luta-e-reflexao-no-dia-internacional-da-mulher/
  2. Um olhar da economia feminista para as mulheres. Disponível em https://www.ie.unicamp.br/noticias/um-olhar-da-economia-feminista-para-as-mulheres
  3. Correio do Povo. Operação da Polícia Civil no dia Internacional das Mulheres. Disponível em https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/pol%C3%ADcia/pol%C3%ADcia-civil-participa-da-opera%C3%A7%C3%A3o-nacional-resguardo-no-dia-internacional-da-mulher-1.582365
  4. Adaptado de Dia Internacional da Mulher: a origem operária do 8 de março. Disponível em https://g1.globo.com/economia/noticia/2021/03/08/dia-internacional-da-mulher-a-origem-operaria-do-8-de-marco.ghtml
  5. Adaptado de Minas faz Ciência. Jaqueline Goes de Jesus: criticada por por transpor a bancada do laboratório. Disponível em https://minasfazciencia.com.br/2020/11/25/jaqueline-goes-de-jesus-criticada-por-transpor-a-bancada-do-laboratorio/
  6. Mulheres nas ciências. Disponível em https://www.folhadelondrina.com.br/opiniao/mulheres-nas-ciencias-2995593e.html
  7. Imagens retiradas da Internet. 

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