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Vacina: a luz no fim do túnel contra o vírus do negacionismo

Uma vacina é uma preparação biológica que fornece imunidade adquirida ativa para uma doença particular. A vacina é composta por um agente que se assemelha ao microrganismo causador de doenças e a metodologia desenvolvida, na maioria das vezes, utiliza de formas enfraquecidas ou mortas do microrganismo, das suas toxinas ou de uma das suas proteínas de superfície.

O agente estimula o sistema imunológico do corpo a reconhecê-lo como uma ameaça para destruí-lo e manter um registro seu para que possa mais facilmente reconhecer e destruir qualquer um desses microrganismos que mais tarde encontre. As vacinas podem ser profiláticas, para prevenir ou melhorar os efeitos de uma futura infecção por qualquer patógeno natural ou “selvagem”, ou terapêuticas, como por exemplo, vacinas contra o câncer que estão sendo pesquisadas.

A administração de vacinas é chamada vacinação que é o método mais eficaz de prevenção de doenças infecciosas e manutenção da imunidade generalizada sendo responsável pela erradicação mundial de doenças como a varíola e pela restrição de doenças como poliomielite, sarampo e tétano em grande parte do mundo. 

Com toda a certeza, a humanidade deve à Ciência por oferecer alternativas em favor da vida na Terra. 

A vacina é, portanto, uma importante forma de prevenção contra doenças.

Poliomielite, tétano, coqueluche, sarampo, rubéola, gripe, febre amarela, difteria e hepatite B são exemplos de doenças que podem ser prevenidas atualmente pela vacinação.

Entretanto, no Brasil, o país que sempre foi reconhecido pelo seu eficiente sistema de vacinação em massa, aprimorado com o advento do Sistema Único de Saúde (SUS), agora vive um panorama desconfortável. Movimentos negacionistas  e antivacinas atuam em desacordo com a ciência e chegam a fazer campanha aberta contra vacinas promissoras, em gestos de politização da pandemia.

De acordo com o historiador francês Laurent-Henri Vignaud, autor do livro “Antivax – Resistência às vacinas do século 18 aos dias de hoje” e professor da Universidade de Borgogne na França, na época em que o Instituto Pasteur foi inaugurado, em 1888, em Paris, os antivacinas alegavam que o local era uma “fábrica de vírus”, onde se produziam doenças. Esse mesmo tipo de alegação ressurgiu na pandemia de Covid-19, com teorias conspiratórias que especulam que a doença foi inventada para fabricar vacinas que teriam como finalidade controlar ou até mesmo matar grande parte da população.

A negligência no combate à pandemia, a negação das vacinas e a insistência na promoção de tratamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19 suscitaram um verdadeiro levante de pesquisadores e entidades científicas contra a desinformação que se alastra com consequências cada vez mais nefastas pelas mídias digitais. Na ausência de uma campanha oficial de esclarecimento e incentivo à vacinação por parte das autoridades, diversas universidades, organizações e entidades médico-científicos lançaram campanhas próprias sobre o tema num embate semelhante ao que já vem sendo travado desde 2019 na área ambiental, frente à negação sistemática de dados científicos sobre desmatamento e queimadas.

Como a Ciência está agindo na contramão da desinformação?

É notável o aumento da participação de pesquisadores, médicos e acadêmicos na divulgação da ciência e no combate às fake news no decorrer da pandemia, tanto pelos meios tradicionais de comunicação (servindo como fontes de informações confiáveis para a imprensa, por exemplo), quanto por iniciativas pessoais nas redes sociais.

Num esforço colaborativo que reúne mais de 20 entidades da comunidade científica e acadêmica, uma campanha oferece diversos arquivos de vídeo, áudio e ilustrações sobre vacinas para serem compartilhadas nas redes sociais com a hashtag #todospelasvacinas. Várias celebridades aderiram à iniciativa, incluindo o cantor de funk MC Fioti, cujo hit Bum Bum Tam Tam acabou virando trilha sonora da vacina Coronavac, do Instituto Buntantan. O vídeo abaixo, publicado com a hashtag da campanha no seu canal esta semana, inclui até uma “entrevista” com o pesquisador Daniel Bargieri, professor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) e coordenador do Núcleo de Pesquisas em Vacinas (NPV) da USP — uma parceria inusitada no tradicionalmente polido e bem comportado mundo da ciência.

Dá o Play!

“A defesa das vacinas é o nosso último front. Se não conseguirmos convencer as pessoas de que as vacinas são seguras e que elas precisam se vacinar, vai ficar muito difícil defender qualquer coisa com base na ciência daqui pra frente”

(João Henrique Rafael Junior, membro da União Pró-Vacina e analista de comunicação da USP Ribeirão Preto)

Atualmente, o Brasil avança com número de óbitos diários semelhantes aos períodos de junho e julho do ano passado,  aproximando-se da marca de 240 mil vidas perdidas por complicações causadas pela Covid-19.

Não é hora de negarmos o que está acontecendo e nem de desacreditarmos da Ciência que sempre tem contribuído para o desenvolvimento científico e tecnológico da humanidade.

Quem vai esquecer da primeira pessoa vacinada no Brasil após a Anvisa aprovar o uso emergencial da vacina do Instituto Butantã, a enfermeira Mônica Calazans?

Em 12 de fevereiro, a enfermeira tomou a 2ª dose da vacina do Butantan e se tornou o símbolo da luta dos profissionais da saúde que atuam na linha de frente contra a Covid-19 nos hospitais públicos do Brasil!

O que está acontecendo na nossa cidade?

O município de Marília foi um dos primeiros do estado de São Paulo a receber a vacina Coronavac, do Instituto Butantan, dando início a vacinação que começou pelos funcionários do Complexo HC/Famema para imunização dos profissionais da linha de frente de atendimento à Covid-19.

Marília conta atualmente com 67 salas de vacinas cadastradas, sendo cinco privadas e 62 públicas. Destas 62 unidades públicas que realizam vacinação, 50 delas estão na Atenção Primária à Saúde. Para o planejamento das ações de vacinação, as equipes de Vigilância Epidemiológica e Imunização e Vigilância Sanitária trabalham em conjunto para a realização das estratégias embasadas nos Planos Nacional e Estadual de Imunização.

Ações como a que ocorreu no último sábado dia 13/02/2021,  imunizaram 1.286 pessoas entre idosos acima de 85 anos e profissionais da saúde. De acordo com balanço da Prefeitura, Marília já vacinou 12.789 pessoas, correspondendo a 5,32% da população. Ainda de acordo com a Prefeitura divulgou estratégia para vacinação de idosos de 85 ou mais nesta segunda-feira próxima (15/02/2021). 

O secretário municipal da Saúde, Cássio Luiz Pinto Júnior, lembrou que a vacinação de outros grupos depende diretamente da chegada de novas doses. “Até a semana passada recebemos um total de 18.157 doses de vacina contra a Covid-19, sendo que 5.000 já são para a segunda dose e 5.240 para o HC/Famema. As nossas ações de vacinação terão sequência, mas dependemos da vinda de novas doses tanto do governo estadual como do governo federal. A gente está otimista que em breve teremos mais doses e poderemos continuar imunizando a população de Marília.”

Os idosos de 85 anos ou mais que se encontram ACAMADOS ou PARCIALMENTE DEPENDENTES receberão as vacinas em domicílio mediante agendamento prévio através dos telefones (14) 3402-6524 ou (14) 98208-8937, o agendamento pode ser feito das 8h às 16h.

Seus cuidadores também serão vacinados em domicílio mediante comprovação, devendo para isso, preencher o documento que será disponibilizado pela equipe vacinadora.

Já os idosos de 85 anos ou mais independentes serão vacinados nas unidades ASSINTOMÁTICAS e MISTAS.

Veja a relação das UBS assintomáticas e mistas clicando AQUI

De acordo com os dados divulgados pela Diretoria de Divulgação e Comunicação da Prefeitura de Marília por meio da Secretaria Municipal da Saúde, às 11 horas da manhã de hoje, dia 15 de fevereiro, ocorreram mais mortes por Covid-19, chegando a 195 óbitos pela doença no município.

Se Cuida Marília!

É chegada a hora da tão esperada vacina contra o coronavírus. Para ter mais detalhes desta ação em nossa cidade CLIQUE AQUI.

O pré-cadastro para vacinação de todos os grupos já está acontecendo. Acesse https://www.vacinaja.sp.gov.br/ e faça o seu!

Confira o cronograma :

Acima de 90 anos: desde 8 de fevereiro.
85 a 89 anos: a partir de 12 de fevereiro.
80 a 84 anos: a partir de 1° de março.

Vamos vacinar nossos idosos e idosas e aguardar a nossa vez na fila da imunização. Somente assim estaremos contribuindo para o controle da pandemia.

Enquanto a sua vez não chega, você deve continuar com as medidas de distanciamento, com o uso correto da máscara e com a higienização das mãos para evitar o contágio e a disseminação do novo coronavírus. 

 

#vacinasim  #vacinajá  #todospelasvacinas

Fontes: 

  1. Adaptação do texto Vacinas. Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Vacina.
  2.  Texto para o BBC Brasil por Daniela Fernandes. Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-55939354
  3. Adaptações de A Ciência contra o negacionismo por CIÊNCIA NA RUA. BLOG, CIÊNCIAS BIOLÓGICAS, CIÊNCIAS DA SAÚDE, CORONAVIRUS, DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA, REPORTAGENS E ARTIGOS. Disponível em https://ciencianarua.net/a-ciencia-contra-o-negacionismo/
  4.  Programa Imuniza Marília. Disponível em https://www.marilia.sp.gov.br/portal/noticias/0/3/9464/programa-imuniza-marilia–cidade-inicia-vacinacao-contra-a–covid-19-em-idosos-acima-de-90-anos
  5. Notícias da Prefeitura de Marília sobre a vacinação. Disponível em https://www.marilia.sp.gov.br/portal/noticias/0/3/9496/acoes-de-sabado-imunizam-1286-pessoas-entre–idosos-acima-de-85-anos-e-profissionais-da-saude/
  6. Imagens retiradas da internet.
Quelselise Xavier

Profa. Quelselise

A Humildade não te faz Melhor que Ninguém, mas te faz Diferente de Muitos! ("Pensador)

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