Educação em tempos de pandemia Filosofia

A VIDA HUMANA É UM VALOR SUPREMO

Como agir sem deixar de lado o respeito à dignidade humana?

O mundo está assustado desde o final de 2019 com o que ficou conhecido como o novo Coronavírus (Covid-19). Desde então a doença se espalhou por diversos países, contaminou milhares de pessoas e vitimou outros tantos cidadãos das mais variadas partes do planeta. É uma doença que não tem classe social, cor, credo ou qualquer outra etiqueta social que se possa imaginar.

O Brasil tem enfrentado uma situação extremamente difícil , em variados setores, em função da disseminação do vírus  e contágio de grande parte da população, além do número elevado de óbitos em função de complicações causadas pela doença.

Embora a pandemia do COVID-19 seja assunto recente, mas que tem se estendido, a saúde pública brasileira passa por situação alarmante há bastante tempo, havendo notícias desde sempre acerca da falta de leitos, de medicamentos, de profissionais, desorganização no atendimento, etc. Essa situação se agrava no caso da atual pandemia. O que se temia e, infelizmente vem se confirmando é que o Sistema de Saúde brasileiro, assim como o de outros países, não estava preparado para enfrentar o coronavírus, ou seja, faltam leitos, respiradores e outros equipamentos para atender a todos os pacientes que deles necessitam. Quando os recursos se tornam extremamente escassos a ponto de não permitirem o tratamento de várias pessoas que poderiam ser beneficiadas, surge um enorme problema de difícil solução, ou seja, um dilema.

Transpondo isso para o campo da BIOÉTICA quer dizer que médicos e profissionais da saúde enfrentarão e estão enfrentando “escolhas difíceis”, mas que terão que ser feitas.

A Dignidade Humana. “Todos, até o inimigo, devem ser vistos… | by Wanju Duli | Medium

A situação na qual esses profissionais se encontram é a seguinte: os hospitais estão lotados de pessoas infectadas por COVID-19, todas em estado grave, entre elas estão crianças, jovens, adultos, idosos, doentes crônicos. Sabe-se que há necessidade de leitos com respiradores para o atendimento das vítimas, que não existem em número suficiente. Qual paciente deve ter o atendimento priorizado?

Seria justo, correto, ético, optar pelo tratamento do paciente que tenha maior chance de recuperação em detrimento daquele com maior probabilidade de morrer? Este deveria simplesmente ser deixado sem atendimento?

Acerca do Princípio da Dignidade Humana | GEN Jurídico GEN JurídicoQual será o sentimento de uma pessoa que ao levar um familiar (mãe, avós, esposas, filhos) para o hospital com grave crise respiratória e já na entrada ser barrado sob o argumento de que os leitos estão separados para pessoas com maior chance de vida?

O dilema persiste se for levado em consideração o conjunto de leis do país, já que o mesmo assegura uma série de prioridades para idosos, crianças, adolescentes, jovens, portadores de necessidades especiais, portadores de doenças graves. No caso de falta de leitos e equipamentos, como proceder? Como escolher entre um idoso e uma criança infectados por COVID-19, ambos em estado grave?

 

Você também pode gostar...

Deixe um comentário