Aula Temática Educação para o Bem Viver

AULA TEMÁTICA: O racismo no Brasil pelo olhar da Educação de Jovens e Adultos

Novembro é o mês da Consciência Negra, data celebrada pela primeira vez em 1971. O conceito evoca o sentimento de aclamação e aceitação das origens africanas na formação do povo brasileiro.

A cada ano, o dia da consciência negra é celebrado no dia 20 de novembro sendo a data escolhida em menção ao dia da morte de um dos maiores líderes anti escravagistas: Zumbi, último líder de um dos maiores quilombos do Brasil, o de Palmares. Na época, Palmares era o maior quilombo do país, chegando a receber, em seu auge, cerca de 30 mil escravos fugitivos. A região onde estava localizado pertencia à capitania de Pernambuco, hoje atual cidade de União dos Palmares, município de Alagoas.

Zumbi enfrentou as investidas da Coroa portuguesa em defesa dos escravos que fugiam do trabalho desumano e das torturas vigentes nas fazendas da época. 

O objetivo da Consciência Negra é trazer como reflexão a importância do povo e da cultura africana na construção do nosso país. 

Falar de preconceito numa sociedade onde as pessoas vivem em condições desiguais não é uma tarefa fácil de ser cumprida, ainda mais quando vivemos em uma sociedade fortemente influenciada pelo capitalismo, porém é papel da Escola ser o espaço onde a objetividade individual dos educandos seja valorizada, quebrando os tabus do preconceito e da desigualdade através das reflexões e debates sobre as diferentes formas de racismo.

O Brasil, como outros países da América Latina e os Estados Unidos, conheceu um longo período de escravidão (até 1888) de pessoas negras trazidas da África ou de seus descendentes. Inicialmente, como legado da escravidão e, posteriormente, decorrente de práticas racistas, têm se observado no país a convivência de desigualdades e preconceito raciais bastante intensos com o mito da democracia racial, ou de um “racismo cordial.” (ROSEMBERG, Fúlvia, p. 73)

O Projeto A Vez Delas apoia as reflexões sobre o preconceito e o racismo no Brasil, em especial às Mulheres Negras, com objetivo de estarmos todas unidas em favor da luta por igualdade de gênero e se manifesta contra qualquer tipo de preconceito e racismo!

Disponibilizamos o podcast com a Doutora pela UNESP de Marília, Profa Maria Valéria Barbosa, dialogando sobre racismo estrutural, resistências e muito mais. CONFIRA!

Texto e Curadoria: Mariá
Com o intuito de trazer referências negras, o post de hoje vem direcionado a educação e com isso apresentamos a vocês a professora Dra. Maria Valéria Barbosa, ela é atualmente professora assistente doutora na Universidade Estadual Paulista (Unesp) do campus de Marília. Ela atua nas graduações de ciências sociais e pedagogia. Ela é graduada em ciências sociais pela UNESP- Universidade Estadual Paulista, defendeu seu mestrado pela UFRJ e é doutora pela UNESP onde defendeu sua tese RELAÇÕES ETNICO-RACIAIS E PROGRESSÃO CONTINUADA NA ESCOLA: O DIFÍCIL DIÁLOGO COM A INCLUSÃO. Coordenou o Núcleo Negro da Unesp de Pesquisa e Extensão, chefiou departamentos bem como presidiu e é membro de diversos conselhos e comissões universitárias.

A professora Valéria foi para muitos que a conheceram e para os que ainda a conhecerão uma mulher inspiradora tanto no universo acadêmico tendo papel importante para construção de identidade muitos, principalmente para as mulheres que querem se tornar professoras e pesquisadoras com seu sorriso contagiante e seu abraço acolhedor.

Após ouvir o podcast sobre o racismo no Brasil na voz da Profa Dra. Maria Valéria Barbosa, queremos saber sua opinião em relação ao tema!

ATIVIDADE AVALIATIVA DE AULA TEMÁTICA:

Vamos escrever sobre as reflexões que surgiram, preenchendo o formulário que segue AQUI.

 

Referências:

Diferenças e preconceito na escola: alternativas teóricas e práticas/ Coordenação de Julio Groppa Aquino. – São Paulo: Summus, 1998. p. 73-88.

Foto extraída de https://www.facebook.com/Malungosdezumbiedandara

Podcast: uma Ciência na rede. Disponível em https://www.youtube.com/channel/UCbmWXEZEd__i3ETRcknc_yQ

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1 comentário

  1. Aline Gislaine de Vasconcelos says:

    Preconceito,racismo,diferença social é o mal analfabeto da alma. A escola tem uma excelente função de neste mês nos fazer lembrar que somos todos iguais indiferente de cor raça e religião. Somos todos seres humanos e devemos sim cuidar um dos outros a cor da pele e seus status não mudarão seu carácter, quem deve nos julgar é somente Deus. Então a Consciência Negra nunca poderá ser esquecida porque foram vidas sacrificadas torturadas por causa de uma diferença de cor raça e classe. Tá na hora de colocarmos mais humanidade ao próximo e saber amar uns aos outros porque infelizmente ainda existe pessoas que diferenciam cor de pele raça e religião e se sentem mais que os outros por conta disso. O mundo pode sim mudar para melhor a partir do momento que todos olharem por igual e deixar que o amor a vida seja mais valioso do que posses raças e cores.
    Para quem não acredita que o amor de Deus transforma o mundo fiquem na torcida e faça sua parte de mudança para que hoje seja um amanhã melhor !!

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