Ciências Educação para o Bem Viver

Amazônia e Pantanal: voluntários se unem para combater fogo e salvar animais!

Cineasta Takumã Kuikuro comenta dificuldade que brigadistas indígenas têm para apagar fogo no Xingu.

As queimadas no Brasil têm preocupado a todos por diversas razões: muitos animais não conseguem fugir das chamas e morrem queimados; áreas de preservação ambiental estão sendo destruídas; e os efeitos dessasBildergalerie Amazonien Jaguar queimadas, além de atingirem a natureza, afetam o clima do planeta e a vida humana também.

Os incêndios ameaçam as regiões do Pantanal e da Amazônia. Nesta época do ano, as queimadas aumentam por causa da estiagem, mas investigações revelam que elas também são provocadas pelo homem, já que muitos focos de incêndio podem ser criminosos. O Brasil já registrou mais de 114 mil focos de incêndio só em 2020. O local mais atingido é Corumbá, no Mato Grosso do Sul, seguido por Altamira e São Félix do Xingu, no Pará. Os dados são do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Encontro conversou com o cineasta indígena Takumã Kuikuro, que é do Xingu, e lamentou a situação: “Muito triste ver isso. Eu mesmo vi pessoalmente. Eu me sinto queimado também. Isso traz fraqueza para a gente, Encontro com Fátima Bernardes | Indígena mostra vídeo de queimada na região amazônica do Xingu | Globoplayprincipalmente para o povo indígena, que luta pela natureza.”

Ele ajuda um grupo de brigadistas indígenas a combater focos de incêndio, entretanto, ele afirmou os brigadistas são poucos e que faltam recursos: “A gente precisa ajudar, voluntariamente, os brigadistas indígenas. Precisamos de apoio. Eles não estão conseguindo combater esse fogo, estão cansados. A gente está há quase três meses sem chuva e isso está prejudicando. Falta comida, falta transporte. Lancei até um financiamento coletivo para levar pessoas para ajudar os brigadistas indígenas.”

Takumã Kuikuro pediu que a humanidade pense na natureza, já que ela é para todos: “Nossa saúde é a natureza, a terra. A terra não pode ser trocada por mercadoria. A nossa força é a natureza. O que nós, indígenas, preservamos, não é para a gente, para os nossos filhos. É para todo mundo.”

No Pantanal, o fogo já destruiu uma área equivalente a quase 10 vezes o de Janeiro e São Paulos juntos. Por lá, outro grupo de voluntários trabalha para salvar os animais. Um exemplo é Ilvanio Martins, da ONG Ecotrópica, que explicou: “Nosso trabalho consiste me identificar o ambiente que está sofrendo a ação dessa queimada. Nesse ambiente, a gente procura dar uma condição de vida ou sobrevida a essa espécie. E quando falo em espécies, eu estou dizendo das espécies do ar, da água e da terra. O voluntário comentou que, como as regiões em que os animais vivem foram muito afetadas, faltam alimentos para eles: “A área foi muito afetada. Não temos a intenção de manter os animais onde colocamos e instalamos essas ilhas de alimentação. Você olha e não vê cenário verde, e isso afeta toda a cadeia. A ilha de alimentação é temporária. O que a gente faz é procurar alimentar mais próximos da cadeia alimentar do animal.”

 

Martins destacou que, mesmo que comece a chover, o trabalho deles deve continuar. “A chuva traz o encerramento do fogo, a sensação da queimadas, poluição e tudo mais. Mas ela não traz a produção de alimentos e essa é uma preocupação. Choveu, não acabou o trabalho”, finalizou.

 

 

Fontes:

https://gshow.globo.com/programas/encontro-com-fatima-bernardes/noticia/queimadas-na-amazonia-e-pantanal-voluntarios-se-unem-para-combater-fogo-e-salvar-animais.ghtmlToda a camada foi afetada.”

https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/noticia/2020/09/11/indigena-relata-dificuldade-para-viver-em-area-atingida-pelos-incendios-no-xingu-em-mt.ghtml

https://www.dw.com/pt-br/brasil-luta-para-evitar-extin%C3%A7%C3%A3o-da-on%C3%A7a-pintada/a-16798143

Você também pode gostar...

Deixe um comentário