Educação para o Bem Viver

No Meio do Caminho​

No Meio do Caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Carlos Drumond De Andrade

Conheça a história de superação de nossa aluna Luciane Garcia Ribeiro ​

Em 2013 passei pelos piores momentos da minha vida.  No início do ano enfrentei um processo muito difícil, fui diagnosticada com aplasia de medula óssea.

Em agosto de 2013 passei pelo transplante de medula óssea e desde então o processo de recuperação foi está sendo muito lento. Ainda faço tratamento.

Ao vivenciar essa triste etapa da vida e no decorrer do tratamento comecei também a repensar minha vida.  E decide fazer o ainda não tinha feito até então. Estudar! Quero correr atrás do prejuízo já que na minha infância não tive muitas oportunidades e as que tive não recebi orientação necessárias que me impulsionasse aos estudos.

Hoje, vejo a importância do estudo, mas não me vejo como alguém que já não tem nada a fazer na vida com relação aos estudos.

Perdi tempo sim, muito tempo. Perdi saúde sim. Perdi sorrisos sim, mas não perdi a vida estou viva graças a Deus.

Quero terminar o ensino médio e me formar em uma faculdade. Por meio desta deixar meus agradecimentos a todos os profissionais da escola CEEJA pois eles têm sido meus professores nesse tempo de pandemia com ajuda deles tenho visto a cada dia tudo se transformar em mim e na vida. Grata por tudo

                                                                              Luciane Garcia Ribeiro

Como diz a professora de Matemática do CEEJA – Rozimeire Mariano. “Todas as pedras que surgem em nossa vida sempre acabam surtindo algo de bom diante de tantos contornos, voltas, mudanças, aprendizagem …  Isto foi o que aconteceu com uma de nossas alunas. Ela não só contornou sua pedra como também esculpiu sua história. De mulher guerreira e vencedora, que não desanimou diante de seus obstáculos”. 

Pedras: - Pandemia - Obstáculos - Mudanças - Pavor ... Tempos Difíceis!

Como em todas as situações imprevistas, “pedras” que transformam nossa vida! Para ela temos duas alternativas: Continuar apesar de todas as dificuldades ou desistirmos de contorna-las.
Mas desistir, não nos tornaria mais aptos e capazes de sobrevivermos diante de tantos imprevistos, como esta enorme “pedra” que estamos tendo de contorna-la.  – A pandemia!
Mas, você acha que para algumas pessoas, esta foi a “pedra” mais difícil que ela teve que contornar?
 –  Lars Grael. Iatista que teve a perna amputada após sofrer um acidente enquanto treinava para competições , na época estava no auge de sua carreira , já participado de várias Olimpíadas e ganho várias medalhas.
– Um Senhor da minha cidade após acidente de carro teve a perna e braço direitos amputados, mas se tornou um Ferragista da cidade?
– outro rapaz em um rodeio perdeu a canela tornou-se radialista e transmissor de rodeios entre tantas estórias de vida que conhecemos. ?
Mas existem algumas como as destas cinco pessoas conhecidas que superaram a deficiência e fizeram a diferença para muitas pessoas.

 

5 pessoas que superaram a deficiência e fizeram a diferença

Você já se perguntou o que fizeram algumas pessoas com deficiência que superaram as barreiras e fizeram disso um objetivo de vida? Elas lutaram!

A pessoa com deficiência tende a enfrentar diariamente uma série de obstáculos. Mas o que mais temos visto são pessoas que conseguem superar essa situação e se destacam em diversas áreas, seja na educação, no esporte, nas artes, em projetos sociais e até mesmo no mundo da moda. O que não nos falta são exemplos de coragem, dedicação e persistência.

Confira algumas histórias inspiradoras de pessoas que superam a deficiência e fizeram a diferença em suas vidas, até mesmo, na do próximo.

1.Dudu Braga

Publicitário, produtor musical, palestrante, radialista e jornalista, Roberto Carlos Braga II ficou conhecido em todo o Brasil em 2005 quando interpretou a si mesmo na novela América. Entre outros assuntos, a trama abordava a inclusão social de pessoas com deficiência visual.

Dudu, que é filho do cantor Roberto Carlos, nasceu com glaucoma congênito. Enfrentou uma série de cirurgias até os 3 anos de idade, o que permitiu que tivesse uma vida considerada normal até os 22 anos, quando um deslocamento de retina fez com que ele perdesse a visão quase por inteiro — deixando-o com apenas 5% de visão no olho esquerdo. No entanto, isso não o impediu de ter uma carreira de sucesso.

A deficiência visual apareceu logo depois de sua graduação, mas, segundo Dudu, ao invés de limitar suas possibilidades, isso acabou contribuindo para que pudesse ampliá-las. Possui uma vida ativa, atuando em diversas áreas e tendo seu trabalho reconhecido, como em 2002, quando ganhou um Grammy como produtor musical.

Conhecido pelo bom humor, Dudu já disse em diversas entrevistas que viver com alegria foi um dos principais fatores que o ajudou a enfrentar obstáculos e novas descobertas. Ao reconhecer as boas condições em que cresceu, Dudu faz questão de lembrar-se daqueles que não têm a mesma oportunidade e, por isso, participa ativamente de diversas ONGs e campanhas de cuidado com o glaucoma.

Há algum tempo, Dudu viaja o Brasil com a palestra motivacional “É preciso saber viver”, em que conta sua história e como lidou com a pressão estética da sociedade. Segundo ele, isso é uma forma de despertar nas pessoas uma reflexão e também a inspirá-las.

2.Mara Gabrilli

Em 1994, um acidente de carro deixou Mara Gabrilli tetraplégica. Três anos depois do ocorrido, Gabrilli fundou uma ONG para promover a acessibilidade, pesquisas sobre a cura da paralisia e outros fatores fundamentais para a inserção de pessoas com deficiência na sociedade.

Hoje chamada Instituto Mara Gabrilli, a ONG tem impacto direto na vida de mais de 3 mil famílias, oferece suporte a 20 atletas de alto rendimento, além de incentivar pesquisas científicas em busca da cura da paralisia.

Publicitária, psicóloga e empreendedora, Gabrilli também foi Secretária da Pessoa com Deficiência da Prefeitura de São Paulo, vereadora e deputada federal. Em sua carreira política, levanta a bandeira pela igualdade de direitos.

Por cinco vezes recebeu o Prêmio Congresso em Foco, que escolhe os melhores parlamentares da Câmara dos Deputados de São Paulo através de uma eleição feita por jornalistas e veículos de comunicação. No ano de 2007 foi eleita a Paulistana do Ano e em 2008 esteve na lista dos 100 Brasileiros Mais Influentes, realizada pela revista ÉPOCA.

A sua história foi contada em 2013 no livro Depois daquele dia, escrito pela jornalista Milly Lacombe.

3.Ricardo Tadeu Marques

Ricardo Tadeu Marques nasceu com retinopatia da prematuridade, doença que desde sempre lhe causou problemas de visão. Aos 23 anos, quando ainda era aluno da Faculdade do Largo São Francisco, na Universidade de São Paulo (USP), parou totalmente de enxergar. Entretanto, isso não foi um empecilho para que se tornasse um profissional de sucesso, respeitado e admirado.

Com a ajuda dos colegas, que gravavam as aulas e repassavam os áudios com ele, Ricardo conseguiu se formar com destaque. Porém, nos anos 90, Ricardo sofreu uma das maiores decepções da carreira: aprovado como juiz do TRT-SP (Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo), foi desclassificado em razão de sua deficiência visual.

Apesar da desilusão, Ricardo voltou aos estudos e foi aprovado em sexto lugar para uma vaga no Ministério Público do Trabalho. Tornou-se promotor, procurador e desde 2009 é desembargador do TRT-PR (Tribunal Regional do Trabalho do Paraná).

Ricardo desenvolveu um método próprio de trabalho e, com a ajuda de uma assessora, memoriza os casos. Por mês, analisa aproximadamente 400 processos e se destaca por um ritmo intenso e dedicado ao trabalho.

4.Fernando Fernandes

Fernando Fernandes tornou-se conhecido no país após participar da segunda edição do Big Brother Brasil, em 2002. No entanto, a grande mudança em sua vida aconteceria em julho de 2009, quando sofreu um acidente de carro após dormir ao volante e bater em uma árvore. Com a força do impacto, fraturou duas vértebras e ficou paraplégico.

Fernando sempre foi apaixonado por esportes, mas foi durante a sua recuperação ainda no hospital que descobriu uma modalidade que mudaria sua vida novamente: a canoagem. Com a ajuda da fisioterapia e da musculação, começou sua preparação e passou a se dedicar a conhecer e se aprimorar no esporte.

O paratleta conquistou diversos títulos, como o tricampeonato sul-americano de canoagem, o tetracampeonato mundial e o bicampeonato pan-americano, entre outros. Em 2016 foi comentarista durante as Paralimpíadas do Rio de Janeiro e hoje faz reportagens especiais sobre esportes radicais para pessoas com deficiência.

5.Maria da Penha

Aos 38 anos, mãe de três crianças, Maria da Penha levou um tiro de espingarda e ficou paraplégica. Quando retornou a sua casa, já em uma cadeira de rodas, foi agredida pelo marido, que tentou eletrocutá-la no chuveiro elétrico.

Pouco tempo depois, os investigadores do caso descobriram que o tiro havia sido disparado pelo próprio marido de Maria da Penha, que tinha um histórico de violência contra ela. Com proteção policial, Maria conseguiu sair de casa com as filhas e iniciou uma longa batalha pela condenação de seu agressor.

Quase vinte anos depois do ocorrido, Maria conseguiu colocar seu ex-marido na cadeia e se tornou um exemplo de luta e força para muitas mulheres que convivem com a violência doméstica.

Em 2006, deu nome à Lei que pune a violência doméstica no Brasil, a Lei Maria da Penha. Além disso, seu caso foi incluído pela ONU Mulheres entre os dez que mudaram a vida de outras mulheres no mundo.

São inúmeras as pessoas que estão indo a luta, retirando as pedras do caminho não se deixando abater. Algumas destas pessoas são os profissionais da educação, em especial os professores. Estamos tendo que nos adaptar, mudar e aprender formas e maneiras diferentes para conseguirmos chegar até nossos alunos. Como podemos ver no gráfico abaixo, pesquisa feita da saúde emocional dos Professores durante a pandemia.

Qual é a situação dos professores brasileiros durante a pandemia?

A falta de intimidade dela com a câmera e o fato do contato com a turma ter um intermediário tornam a experiência de lecionar mais complicada para a docente. A ausência de capacitação, de estrutura para docentes e estudantes, a adaptação do formato de aula e o baixo retorno dos alunos são outros fatores apontados pelos educadores como negativos no ensino e aprendizagem a distância.

A falta de uma estrutura sólida do formato remoto fez com que muitas escolas tivessem que se adaptar rapidamente, mas nem tudo caminha como de acordo com o programado para o ano letivo. 

Com tantos desafios profissionais e vivenciando um cenário instável de um país que já computa mais de 60 mil mortes por Covid-19, muitos professores relataram um impacto na saúde emocional. Em relação ao período pré-pandemia, 28% dos respondentes avaliaram o estado mental como péssimo. 

“Os fatores de estresse são intensificados pelo fato de que a maioria dos professores são mulheres e elas estão encarando, também, a dupla jornada, sendo responsáveis pela maior parte do cuidado com a família, a casa e os filhos”, comenta Ana Ligia Scachetti, gerente pedagógica para a revista NOVA ESCOLA, quem realizou a pesquisa “A situação dos professores no Brasil durante a pandemia“, realizada entre os dias 16 e 28 de maio de 2020 por meio de um questionário on-line disponível no site de NOVA ESCOLA. Ao todo, foram coletadas 9.557 respostas, sendo 8.121 (85,7%) delas de professores da Educação Básica.

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