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Saúde mental na pandemia

Um dos focos do Setembro Amarelo

“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana” (Carl Jung – Psiquiatra, psicoterapeuta e fundador da psicologia analítica).

O Setembro Amarelo surgiu para conscientizar e alertar as pessoas sobre o suicídio. Hoje, a campanha envolve diferentes esferas da sociedade e se tornou um importante movimento coletivo para promover a saúde mental e dar suporte para quem precisa.

O Setembro Amarelo é uma campanha idealizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM para conscientização em relação ao suicídio, fomentando a prevenção e promoção da saúde mental. A data foi escolhida devido ao Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

Em 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta: a depressão seria a maior causa de afastamentos do trabalho em 2020. Até então, 12 milhões de brasileiros conviviam com a doença. Só que com a pandemia da COVID-19, é possível que os dados sejam muito mais altos do que o previsto. Se antes a preocupação era com os níveis de estresse acelerados pelo ambiente de trabalho, agora há outros fatores avançando no sinal vermelho. Dificuldades para se adaptar ao trabalho remoto, incertezas sobre o futuro e medo constante transformam as preocupações cotidianas em problemas graves de saúde mental.

Além da OMS, a Fiocruz também faz um alerta em relação à saúde mental durante a pandemia. Um estudo da instituição estima que entre um terço e metade da população pode desenvolver problemas psicopatológicos decorrentes da crise da COVID-19. Sem intervenção ou cuidados específicos, os quadros podem se agravar, interferindo na produtividade e na qualidade de vida. Os sintomas mais frequentes são: exaustão, irritação, medo, ansiedade e estresse.

Dicas para cuidar da saúde mental

 Aproveitando a campanha do Setembro Amarelo, siga algumas dicas para cuidar da saúde mental, durante e depois da pandemia.

  • Pratique a gratidão. Agradecer e celebrar a vida são hábitos que aumentam a taxa de dopamina no cérebro. O hormônio atua como antidepressivo. Escreva em pequenas tiras de papel os sentimentos bons e aqueles não tão bons, guardando-os em potes de vidro e relendo uma vez por semana.
  • Tome pequenas decisões para seu bem-estar. Organizar ambientes da casa, separar roupas para doações, começar um curso que estava nos planos há tempos são atitudes que auxiliam a mudar a perspectiva sobre o momento atual.
  • Utilize técnicas de relaxamento. Práticas como mindfulness e yoga são recomendadas para controlar o estresse, desenvolver a consciência corporal e aumentar o equilíbrio entre corpo e mente. Manter a atenção plena nessas atividades ajuda o cérebro a desviar a atenção dos problemas cujas soluções não dependem de nós.
  • Tenha boas noites de sono. Os profissionais recomendam fazer a “higiene do sono” processo que começa pelo menos uma hora antes de dormir. Evitar celulares, televisão e eletrônicos, baixar as luzes e preparar o corpo para diminuir o ritmo são hábitos que devem ser incorporados à rotina para uma boa saúde mental.
  • Alimente-se bem. Comer bem é comer saudável, incluindo todos os grupos alimentares na medida certa. Um prato colorido e diversificado também ajuda a fortalecer o sistema imunológico, algo bem importante nesse momento.

Fonte: G1.globo.com/

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