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Lutar contra as dificuldades nesse cotidiano de pandemia: é mais do que feminino!

Em meio as dificuldades, os conflitos e desafios encontrados na atualidade, uma coisa é certa: a força da mulher é fonte para todas as mudanças que desejamos.

Quando me perguntam da onde vem a força para acreditar em dias melhores, a primeira coisa que me vem a mente é a minha mãe, me dizendo que tudo dará certo. Talvez para alguns isso não faça sentido. Porém sempre acreditei que a força das mulheres que estão ao nosso redor, com as quais aprendemos a superar e enfrentar inúmeros desafios – através de conversas, diálogos, troca de experiências, cumplicidade e amor – são elementos essenciais para encontrarmos forças naqueles dias que nada faz sentido.

Com o distanciamento social e a realidade da pandemia, sabemos que aquele medo que a maioria das mulheres possuem, de não dar conta de tudo (casa, trabalho, afazeres domésticos, refeições, filhos) bate muito mais forte na nossa porta. Se tudo isso se agravou com a pandemia, antes dela não era muito diferente.

Mas agora, surge uma outra preocupação: como lidar com tudo isso e ainda assim cuidar da saúde, não se contaminar com essa doença? Realmente, não têm sido nada fácil.

O projeto ” A Vez Delas”

Por meio das Rodas de Conversa “A Vez Delas”, buscamos dentro dos limites que a educação remota nos impõe nesse momento, trazer ao debate essas discussões e gritar: Mulher, você tem voz! Precisamos e queremos te ouvir, promover espaços de debates, trocas e fortalecer umas às outras.

Talvez, a princípio, as rodas de conversa não aparentam promover tantas mudanças, mas como educadora, tenho certeza que a educação e a troca de experiências e ideias, aliadas a uma perspectiva crítica de transformação da realidade, podem fazer grandes diferenças em pequenos espaços, que com coragem, se ampliam e transpassam barreiras físicas.

Como é ser mulher em tempos de pandemia?

A pandemia reforça o lugar da mulher como aquele ser que ‘pertence’ a casa, quando as tarefas domésticas recaem principalmente sobre elas. Sem falar, das inúmeras vidas perdidas, dos empregos, dos filhos que não podem ir à escola, dos prazos que precisamos cumprir e de como é fácil nos esquecer de nós mesmas. O sentimento de dúvida sobre o futuro vem a incrementar esse leque de preocupações, por isso a importância de fortalecermos umas as outras, de cuidar de nós mesmas, de respirar fundo e acreditar que dias melhores são possíveis.

Não esqueça de si mesma, assista aquele documentário interessante que sugeriram para você, leia aquele livro que você sempre quis, crie, faça arte, tenha contato com a natureza, desenvolva a curiosidade para compreender porque as coisas à nossa volta são da maneira que são. Tenho certeza que tudo isso nos permite ir além daquilo que imaginamos.

É certo, como vimos, que continuamos sobrecarregadas. Mas pensar como nos percebemos nesse momento de pandemia é uma atitude de respeito a nós mesmas.

Por isso, desejo que você reflita sobre como é ser mulher nessa quarentena, sobre o que mudou em sua rotina e sobre o que permanece igual. São através dessas histórias, do fortalecimento mútuo, que impactamos a vida de outras mulheres e promovemos as mudanças que desejamos.

“Todas as Revoluções que eu desejo começam em mim” (Ryane Leão)
Raquel dos Santos Candido

Raquel dos Santos Candido

"Eu quero ser maior do que essas muralhas que eles construíram ao meu redor"

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