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(4) Grandes ‘Biografias’ que mudaram o rumo do trabalho no Brasil

A humanização é a valorização de trabalhadores no processo de produção. Valorizar o ser humano é oportunizar uma maior autonomia, a ampliação da sua capacidade de transformar a realidade em que vivem, através da responsabilidade compartilhada, da criação de vínculos solidários e da participação coletiva nos processos do meio social.

Nota de repúdio do Fórum Nacional de Mulheres Trabalhadoras das ...

Há sempre um problema quando se fala em melhoras de condições de trabalho, mas o problema é ainda maior quando se trata da mulher trabalhadora. Todavia, nas últimas décadas, a presença cada vez maior da mulher no mercado de trabalho se tornou um forte agravante que vem inspirando cada vez mais mulheres à conquista de seus direitos, muitas vezes negados por serem consideradas do “sexo frágil”. Muitas mulheres, nesse decorrer, tiveram um papel importantíssimo para essa revolução, a qual reconhece, nas personagens selecionadas, não uma virtude e virtuosidade essencial de algumas mulheres, sem dúvida, relevantes em várias áreas de atuação da vida coletiva, das artes, da literatura, das ciências e da militância, mas uma sinalização de um registro que não se pode mais apagar e de um espelho para as novas gerações de mulheres.

Knowing biographies

(Conhecendo biografias)

Vamos conhecer agora trechos biográficos de grandes exemplos de brasileiras que contribuíram para mudar as relações de trabalho no Brasil e em favor da luta por melhores condições de vida.

Margarida Maria AlvesUm pouco da história de Margarida Maria Alves no Dia da(o ...

Foi uma sindicalista e defensora dos direitos humanos brasileiros. Foi uma das primeiras mulheres a exercer um cargo de direção sindical no país. Seu nome e sua história de luta inspiraram a Marcha das Margaridas, que foi criada em 2000.

Durante o período em que esteve à frente do sindicato local de sua cidade, foi responsável por mais de cem ações trabalhistas na justiça do trabalho regional, tendo sido a primeira mulher a lutar pelos direitos trabalhistas no estado da Paraíba durante a ditadura militar.

 

Nísia Floresta (escritora) – Wikipédia, a enciclopédia livreNísia Floresta Brasileira Augusta (1810 – 1885)

Nascida em família de proprietários de terra, Nísia casou-se contra a sua vontade aos 13 anos – e separou depois de pouco tempo, coisa rara na época. Recebeu formação no Convento das Carmelitas, em Goiana (PE), e ainda jovem já dominava os idiomas francês e italiano. Começou a escrever artigos defendendo a igualdade e independência da mulher e em 1838 abriu um colégio para moças, que oferecia uma combinação de ensino de trabalhos manuais com conhecimentos de línguas e geografia – proposta inovadora para a época. No Rio de Janeiro, Nísia lecionou e proferiu palestras defendendo a liberdade de cultos e a libertação dos escravos. Além disso, escreveu romances, poesias e trabalhou voluntariamente como enfermeira durante uma epidemia de cólera no Rio de Janeiro.

Site resgata obras inéditas de Chiquinha Gonzaga | ExameChiquinha Gonzaga (1847 – 1935)

Nascida Francisca Edwiges Neves Gonzaga, a carioca recebeu educação musical desde pequena. Seu marido – ela casou-se aos 16 anos -, no entanto, a proibiu de tocar piano. Apaixonada por música, Chiquinha largou o marido e ingressou no meio musical e boêmio do Rio de Janeiro, tornando-se compositora e maestrina.

Além da carreira na música, foi uma importante ativista pró-abolição e chegou a vender composições de porta em porta para libertar o escravo músico Zé Flauta.

 

quarto de despejo carolina - Pesquisa Google | Favela desenho ...Carolina de Jesus (1914 – 1977)

A mineira descendente de escravos largou a escola na segunda série para trabalhar com a mãe na lavoura. Depois de se mudar para várias cidades do interior de São Paulo onde a mãe trabalhou como doméstica, ela foi parar na capital, onde passou a viver do lixo em uma favela perto do rio Tietê.

Por volta de 1955, Carolina começou a registrar seu cotidiano em um diário. Três anos depois, o jornalista Audálio Dantas reproduzia no “Folha da Noite” algumas passagens do caderno de anotações, o que fez Carolina famosa.

Em 1960, Carolina publicou seu primeiro livro, “Quarto de despejo”, um sucesso de vendas que já foi traduzido para 13 idiomas e mais de 40 países. Continuou escrevendo até sua morte, em 1977.

 

 

Maria Lenk (1915 – 2007)Maria Lenk - Swim Channel

A primeira sul-americana a competir nas Olimpíadas, Maria nasceu em São Paulo, filha de imigrantes alemães. Bateu três recordes mundiais de natação e enfrentou muito preconceito por ser mulher no esporte – ela foi excomungada por um bispo de Amparo (SP) por nadar. Em 1998, ela ganhou três medalhas (duas de prata e três de ouro) no torneio mundial de natação na categoria Masters e lutou toda a sua vida pela igualdade de direitos no esporte.

Questões para reflexão (veja abaixo)

-> AGORA QUE LEMOS ESSES TRECHOS DE ALGUMAS, DE MUITAS, MULHERES REVOLUCIONÁRIAS, VAMOS TENTAR INTERAGIR RESPONDENDO AS QUESTÕES PROPOSTAS?

1 – What is a biography?

           a) A person’s life story.            b) Contemporary fairy tale. 

2 – O que todas as histórias dessas mulheres têm em comum?

3 – Traduza o cartoon a seguir.

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1 comentário

  1. ceeja-admin

    É uma inspiração conhecer um pouco da biografia dessas Grandes mulheres! Revelam a força feminina e a luta contínua.

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