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Fraternidade e Evolução Humana

No ápice do percurso de evolução biológica na Terra encontramos a espécie humana.

Sergio Augusto de Moraes: SAPIENS - Harari, Marx e Engels ...

Chama a atenção percebe que, em termos geológicos, o surgimento do gênero humano é considerado um evento recente quando comparado ao tempo de existência de outros seres vivos ainda hoje presentes no ecossistema planetário.

Sabe-se que não é a lei do mais forte que favorece a perpetuação de uma espécie, mas a sua capacidade de adaptar-se às frequentes variações do meio ambiente. É nesse cenário que a natureza se molda e determina quem serão seus “inquilinos”. Por muito tempo se pensou que o principal mecanismo de desenvolvimento de capacidade adaptativa fosse a ocorrência de mutações genéticas favoráveis às condições ambientais e a herança dessas modificações do genoma ao longo das gerações.

Cartaz sobre a Casa Comum

Esse mecanismo evolutivo genético pode ser observado também na cronologia de todas as espécies hoje existentes. Portanto, a posição de dominância ocupada pelo gênero humano na natureza não pode ser justificada apenas pelo viés genético. A arqueologia e a antropologia demonstram que por centenas de milhares de anos os humanos permaneceram demograficamente estagnados, pois os mecanismos genéticos necessários ao surgimento de modificação biológica com impacto significativo acontecem nesse compasso de tempo.

Contudo, há cerca de 2 milhões de anos, as mutações genéticas – que ocorrem de forma aleatória, mas influenciadas pelas pressões ambientais – alcançaram o âmbito cognitivo humano, de uma forma tão impactante, que promoveram o surgimento de uma nova espécie humana: o Homo sapiens. A partir desse momento, o globo foi gradualmente tomado, e o Homo sapiens é a única espécie que habita e predomina em todos os continentes.

Cartaz sobre união e fraternidade

Dessa forma, surgiu a capacidade humana de alterar conscientemente seu próprio comportamento como resposta mais imediata às modificações e necessidades impostas pelo seu ambiente. A capacidade de transmitir essa habilidade ao longo das gerações de forma mais rápida do que aquela presente na herança genética disparou e elevou o nível de eficácia das estratégias de sobrevivência, dotando o ser humano de espírito de grupo, consciência de pertencimento a uma coletividade, o que levou ao surgimento das primeiras comunidades humanas.

Nesse intervalo de tempo, a insignificante variância genética foi acompanhada da expansão da espécie humana no globo. O contexto e consciência de vida coletiva levaram a humanidade a um avanço populacional inédito.

Partindo dessa prerrogativa histórica, percebe-se que o hábito de vida comunitária foi o elemento motriz para o rápido sucesso evolutivo humano. Quando o Homo sapiens adquiriu a capacidade cognitiva de reconhecer-se como um ser coletivo, chegou ao ápice não somente da cadeia alimentar, mas à posição de responsável pelos destinos do planeta. Sendo tal acontecimento fruto de espírito de uma cultura de vida focada na coletividade, o domínio da espécie humana não poderia ter sido alcançado sem a capacidade de reconhecimento mútuo, de práticas colaborativas e herança desses comportamentos e valores ao longo das gerações, em uma velocidade pouco associada aos mecanismos genéticos promotores de avanços biológicos.

União dos povos

O ser humano se expandiu no globo e preponderou por meio do espírito fraterno, das práticas fraternas que abrigam em si o cuidado recíproco dentro de uma comunidade. A preservação e a expansão da espécie humana foram protagonizadas por hábitos fraternos herdados ao longo das gerações.

Em tempos de pandemia, por que não resgatar difundir a fraternidade novamente para promover um novo salto evolutivo imediato na nossa espécie humana? Não precisamos mais depender da aleatoriedade genética para nos desenvolvermos enquanto espécie.

Por meio da fraternidade podemos inaugurar imediatamente novos tempos na nossa existência planetária! A história já demonstra que a fraternidade e as práticas fraternas podem promover saltos evolutivos capazes de nos conduzir a uma era marcada pelo compromisso de cuidado recíproco e coletivo!

Música: We Are The World  (Nós Somos o Mundo)

#fraternidade #gênerohumano #homosapiens #espíritofraterno

Fontes:

Saúde | revista@cidadenova.org.br
Por Fabricio Andrade Martins Esteves
Vida com dignidade.

youtube.com/watch?v=1ZpaM67i6vA

https://images.app.goo.gl/985uynupztk6wCop7

https://www.shutterstock.com/pt/search/homo+sapiens+evolution.

https://images.app.goo.gl/KZhDKmRLvr1DjhU77

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