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Um dos maiores gênios da literatura mundial!

William Shakespeare revoluciona a  história do teatro. Um dos mais influentes da Literatura.

Box Grandes obras de Shakespeare eBook: Shakespeare, William ...

Nasceu em Stratford-upon-Avon, em 1564, filho de um comerciante bem-sucedido. Casou-se aos dezoito anos com Anne Hathaway, com quem teve três filhos. Estabelecido em Londres durante o reinado de Elizabeth I, produziria o grosso de sua obra – tragédias e comédias, além de um conjunto de sonetos – entre os anos 1590 e 1613. É universalmente reconhecido como o maior dramaturgo de todos os tempos graças a peças como Macbeth, Ricardo III, Otelo, Rei Lear, entre outras. Suas peças investigam, expõem e aprofundam as motivações, os desejos, as ambições políticas e as mentiras que contamos para os outros e para nós mesmos – sem esquecer muitas vezes do lado cômico e patético da existência humana. Exausto, retornou à sua cidade natal por volta do ano de 1613, onde morreria, aos cinquenta e um anos, em 1616.

Suas principais obras são:

Romeu e Julieta

Rei Lear

Macbeth

Sonho de uma noite de verão

A megera domada

Hamlet

Júlio César

Otelo, dentre outras.

Algumas citações de Shakespeare:

“Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes”.

“É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada”.

“Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente”.

“Ser ou não ser, eis a questão”.

Sonetos de Shakespeare

O soneto 18 é certamente o mais famoso na coleção de sonetos de Shakespeare e talvez seja o mais conhecido poema lírico em língua inglesa. Da obra do bardo inglês, talvez só o monólogo de Hamlet “Ser ou não ser” e o monólogo de Julieta “Ó Romeu, Romeu! Onde estás Romeu?” sejam mais conhecidos. No tempo de Shakespeare, geralmente o soneto  era dito ou recitado ou escrito para grandes ocasiões, casamentos, nascimentos, celebrações. No caso do soneto 18, era uma elegia. Um poema lírico em tom terno e triste, uma canção de lamento.  Shakespeare tinha três filhos, um deles, um menino, chamado Hamnet ficou muito doente e Shakespeare estava em Londres trabalhando, como era difícil a distância naquela época, Shakespeare demorou três dias para chegar até Stratford e ao chegar recebeu a notícia  de sua família que seu filho já estava morto e enterrado. Então para amenizar sua dor, ele fez o que de melhor fazia, escreveu o soneto 18  “Posso comparar-te a um dia de verão”, onde ele fala sobre a eternidade, “até onde homens puderem respirar e olhos puderem ver”, ele viverá para sempre. Ele congelou no tempo o pequeno Hamnet em sua mente, para ser imortal na vida de Shakespeare.

Sonnet 18

Shall I compare thee to a summer’s day?
Thou art more lovely and more temperate.
Rough winds do shake the darling buds of May,
And summer’s lease hath all too short a date..
Sometime too hot the eye of heaven shines,
And often is his gold complexion dimmed;
And every fair from fair sometime declines,
By chance, or nature’s changing course, untrimmed;
By thy eternal summer shall not fade,
Nor lose possession of that fair thou ow’st,
Nor shall death brag thou wand’rest in his shade,
When in eternal lines to Time thou grow’st.
So long as men can breathe, or eyes can see,
So long lives this, and this gives life to thee.

Soneto XVIII

Tradução de Geraldo Carneiro 

Te comparar com um dia de verão?
Tu és mais temperada e adorável.
Vento balança em maio a flor-botão
E o império do verão não é durável.
O sol às vezes brilha com rigor,
Ou sua tez dourada é mais escura;
Toda beleza enfim perde o esplendor,
Por acaso ou descaso da Natura;
Mas teu verão nunca se apagará,
Perdendo a posse da beleza tua,
Nem a morte rirá por te ofuscar,
Se em versos imortais te perpetuas.
Enquanto alguém respire e veja e viva,
Viva este poema, e nele sobrevivas.

Segue um link com uma da obra de Shakespeare: Sonhos de uma noite de verão (A Midsummer – Night’s Dream):

https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/187671/Sonho%20de%20uma%20noite%20de%20ver%C3%A3o%20e-book.pdf?sequence=1&isAllowed=y

Fontes:

https://www.companhiadasletras.com.br/autor.php?codigo=01210

Shakespeare está em toda parte : Christopher Gaze em TEDxVancouver

Geraldo Carneiro, O Discurso do Amor Rasgado poemas e fragmentos de William Shakespeare, p. 122, 123, Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 2012.

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2 comentários

  1. ceeja-admin

    Bela postagem Wendi queridaaaa…..Parabéns

  2. ceeja-admin

    Arrasou na postagem professora Wendi… eu adorei o soneto. Shakespeare é ícone para sempre se lembrar, ler, apreciar né!! 🙂

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