“As mãos suportam o mundo”

“As mãos suportam o mundo”

Educação para o Bem Viver

Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos.

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Esta foto foi tirada em frente de minha casa cujo carrinho é de uma catadora da cidade. Segundo Dona Ana (nome fictício) pesa vazio 30 kg pois é de ferro , cheio como está chega pesar 70 kgs, Dona Ana consegue catar dois carrinhos por dia.

Ela anda na cidade e ao voltar para casa o marido que é doente  faz a separação dos materiais e negocia a venda e afirma “a necessidade nos move em tempos difíceis”.

As pessoas diante de tantas dificuldades da atualidade, precisam se adaptarem e sobreviverem a elas. Infelizmente os catadores de recicláveis não tem o trabalho reconhecido, o que acarreta uma série de problemas da ordem do trabalho, da saúde, etc.

Um grande problema que temos é o desemprego:

  • O desemprego global aumentou de 170 milhões em 2007 para cerca de 202 milhões em 2012, dentre eles, aproximadamente 75 milhões são mulheres ou homens jovens.
  • Aproximadamente 2,2 bilhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza e a erradicação do problema só é possível por meio de empregos bem pagos e estáveis.
  • 470 milhões de empregos são necessários mundialmente para a entrada de novas pessoas no mercado de trabalho entre 2016 e 2030.

Uma atividade que “surgiu” pela NECESSIDADE” , foi a de CATADORES. A estimativa do MNCR é que existam cerca de 800 mil catadores catadoras em atividade no país, a maior parte dos catadores são do gênero feminino, cerca de 70% da categoria. (10 abr 2019)

Fotografia: Marcelo Sampaio – “Exposição Cavalo de Lata” (realizada em 2019, no CEEJA de Marília-SP)

Segundo a Rede Juntos, “O Brasil é o quinto maior produtor de lixo no mundo e apesar da alta demanda para destinar o lixo ao seu descarte adequado, o salário médio do catador é estimado em cerca de R$ 1.511 mensais. As más condições de vida (obtidas sobretudo por conta da exposição ao lixo e doenças provindas deste) aliam-se ao baixo teto salarial e tornam a profissão um ofício desfavorável para quem a exerce.

Uma pesquisa feita pelo Mercado Mineiro em 2015 fez a cotação do quilo de material descartável pago para catadores e estimou que estes precisam juntar cerca de 19 mil latas de refrigerante para receber um salário mínimo. O trabalho braçal que envolve o ofício diariamente é intenso – além de movimentarem carroças em perímetro urbano, os catadores também são responsáveis pelo recolhimento e a triagem dos resíduos sólidos.

A Rede ainda afirma que “a atuação dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis, cuja atividade profissional é reconhecida pelo Ministérios do Trabalho e Emprego desde 2002, segundo a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), contribui para o aumento da vida útil dos aterros sanitários e para a diminuição da demanda por recursos …Sendo os protagonistas do processo de controle do lixo, os catadores oferecem os serviços de coleta, recuperação e reciclagem em um custo benefício razoável. E suas reivindicações são justas: os catadores querem ser legitimidade por exercerem seus serviços. Há uma série de aspectos que englobam a evolução do ofício”.

O trabalho precisa ser entendido como um direito fundamental social, especialmente, neste momento de pandemia.