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CEEJA realiza Oficina Online de Instrumentos Musicais Caseiros!

Nesta quinta-feira, dia 18 de junho de 2020, pelo youtube, às 20h da noite!

Os professores do Ceeja Silvio Feitosa (história), Maria Helena e Nilce Marvulle (artes) organizam um pequeno bate-papo sobre o processo de criação e confecção de instrumentos musicais feitos em casa, mediado pelo Prof. João Paulo (Coordenador do CEEJA).

Tal assunto é interessante, pois, nestas épocas de pandemia e isolamento social, a arte pode ser um elemento que ajuda na qualidade de vida, seja apreciando uma obra com o deleite do belo/sublime, trazendo alegria ao espectador, bem como um momento de expressar os sentimentos mais profundos daquele que produz a arte, afinal, a arte não é só a mera técnica, mas, também, o um produzir sobre aquilo que se sente, o que se entende como belo e feito.

A oficina ocorrerá dia 18/06/2020, e poderá ser acessada pelo vídeo do youtube abaixo:

Mas, o que é música?

Musica é a combinação de sons e silêncios em um tempo organizado! Esta definição mínima é muito interessante para nós, pois, tudo que produz som pode ser um instrumento musical, e diversos objetos do dia a dia podem ser transformados instrumentos não convencionais, como caixas, pratos, canos de pvc, bambu, tubos de papelões e outros. Basta respeitar a questão de produzir um som em um dado tempo. Até mesmo nosso corpo é um instrumento musical! Bater palmas mesmo é algo usado na música, como em rodas de samba ou rodas de funk carioca, a palma dita um som que pontua o tempo. O assobio mesmo, ele é feito pelo nosso corpo, e pode reproduzir diversas músicas, com sons e tempos organizados.

 

Um bom exemplo de conjunto brasileiro que usa o corpo como instrumento musical é o Barbatuque. Palmas, sons corporais e voz são usados para fazer suas músicas.

Segundo a professora Maria Helena (Arte – CEEJA/Marília), as primeiras imitações sonoras ocorreram na pré história, através do som corporais acompanhados de sons vocais.

A flauta é um dos primeiros instrumentos da humanidade. Foram descobertas flautas de até 35.000 anos atrás, mostrando que, durante a Era do Gelo, já havia a arte. Nesta mesma época também surgiam as pinturas rupestres. A descoberta de tal flauta, com 5 orifícios, feita de ossos de abutre e marfim de mamute, mostra que ela é muito parecida com as flautas de hoje, segundo a matéria do site G1 disponível nesse link.

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Imagem da flauta de 35000AC, feita de ossos de mamute e abutre. É considerado o instrumento musical mais antigo do mundo, segundo o site G1.

Existem várias formas de categorizar os instrumentos musicais, mas, a mais usada deriva da classificação Hornbostel-Sachs. Segue abaixo um exemplo, onde há o tipo de instrumento, e, entre parenteses, alguns dos instrumentos presentes em tal categoria:

Instrumentos de corda (violão, violino, baixo)
Instrumentos de sopro (flauta, clarinete, saxofone)
Instrumentos de percussão (que bate/raspa, como tambor, bateria, berimbau)

Metais (trompete, trombone, corneta)
Instrumentos elétricos (guitarra elétrica, teremin)

Também é importante falar que todo povo tem seu tipo de música, e os instrumentos também não são diferentes. Nos povos que descendem dos andinos (colombianos, peruanos, bolivianos), por exemplo, se destaca o uso de flautas de pan e flauta quena. Já no nordeste brasileiro há o pífano, que se adéqua às novenas, ao baião. Na asia temos a musica tradicional indiana, que usa o sitar (um tipo de violão da musica clássica indiana) e o bansuri (uma flauta de, no mínimo, 50cm de comprimento). Importante destacar que cada povo terá seu próprio padrão de afinação, e , a prática de fazer os instrumentos musicais nos permitem acessar esses padrões, testar, incluir outras sonoridades nas musicas, além de conhecer mais da cultura de outros locais. Isto é o que chamamos de etnomusicologia, ou seja, o estudo da música de um povo diferente do nosso.

Todo povo tem sua história e sua música, e, podemos entender melhor esse povo (e até o nosso próprio povo) ao compreender a música. Um bom exemplo é o samba, que tem origem no sincretismo cultural entre negros trazidos na diáspora africana e indígenas, e carrega semelhanças rítmicas com o jazz, visto que o mesmo também possui um sincretismo. Ambos os estilos são marcados por letras de um povo que sofro com o racismo, porém, no jazz, é menos presente a percussão, ao contrário do samba, e isto se deu pois os senhores de escravos temiam que os negros se comunicassem por tambores.

Outro exemplo de como entender a história e a música ajudam a compreender melhor um povo é o caso da musica nordestina e o pífano, uma pequena flauta transversal de bambu, que é fruto do hibridismo cultural. No início da colonização brasileira, os soldados tocavam o flautin militar europeu, de latão, com 5 notas, e os indígenas do nordeste tinham suas flautas cerimoniais de bambu e ossos, com 4 furos, e, aí, se juntou tais instrumentos, que são tocados até hoje em algumas cerimonias religiosas, como novenas.

E agora, quero fazer alguns instrumentos?

Abaixo, segue alguns vídeos introdutórios de como fazer instrumentos musicais caseiros. Importante lembrar que o fazer instrumentos musicais envolve, na maioria das vezes, instrumentos cortantes, portanto, todo cuidado é necessário.

Como fazer uma cuica de lata:

 

Faça seu garrafone:

 

Como fazer uma flauta em dó:

 

Como fazer uma flauta de embolo:

 

Como fazer uma flauta de pan pvc:

 

Como fazer uma flauta doce tenor:

 

Como fazer uma flauta quena:

 

Ocarina de argila:

Parte 2, clique aqui.
 
Como fazer uma viola de lata:

 

Como fazer um didgeridoo:

 

Marimba de vidro:

 

Como fazer uma boquinha de saxofone de pvc:

 
Outras referências: 

Como fazer uma flauta shakuhachi: http://ecoflauta.blogspot.com/2011/04/shakuhachi-flauta-zen.html

Projeto de sax de pvc:https://silviofeitosa.blogspot.com/2017/10/porjeto-de-sax-soprano-de-pvc-em-si.html

Medida de um clarinete sopranino: https://silviofeitosa.blogspot.com/2020/04/clarinete-sopranino-de-pvc-em-c.html?m=1

Projeto de saxofone de vuvuzea: https://silviofeitosa.blogspot.com/2012/02/como-fazer-saxofone-atraves-de-uma.html

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