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Resiliência

CEEJA: Educação para o Bem Viver

Por analogia, resiliência é a capacidade que temos de “voltar” ao estado normal após passarmos por situações de pressão, de estresse. Envergar sem quebrar! Afinal, resiliência é um atributo, um dom, uma capacidade nata, um aprendizado, uma habilidade capaz de ser desenvolvida?

RESILIÊNCIA: que bicho é esse ? – Clareando Ideias e Decisões

Por analogia, resiliência é a capacidade que temos de “voltar” ao estado normal após passarmos por situações de pressão, de estresse. Envergar sem quebrar! Afinal, resiliência é um atributo, um dom, uma capacidade nata, um aprendizado, uma habilidade capaz de ser desenvolvida?

A resposta é complexa e multifatorial, como a vida. Por isso, requer observação e cuidado para não começarmos a rotular as pessoas e a nós mesmos, em medidas de grande, pequena ou média resiliência. Os estudos ainda não são conclusivos, mas já trazem descobertas instigantes.

O ODS 3 diz: "Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades"

Na vida, nem tudo dá certo o tempo todo. Num único dia temos situações de alegria, prazer, desgosto, raiva e pressão. Recebemos notícias boas e ruins o tempo todo. Perdemos pessoas e coisas que amamos. Erramos. Convivemos com o diferente. Adversidades nos acompanham: a morte, perdas de dinheiro e dos amores são inevitáveis. Mas, na sociedade contemporânea, não estamos preparados para perdas; tudo tem que dar certo sempre. Por isso, a resiliência acaba ganhando destaque. Resiliência alta é quase sinônimo de pessoas de sucesso.

Pessoas resilientes têm maior capacidade de adaptação, aceitação de mudanças, flexibilidade, mantêm o foco pois se recuperam mais rápido, possuem maior controle das emoções, aceitam as diferenças com mais naturalidade, agregam pessoas, pois os relacionamentos se tornam melhores, avaliam melhor o todo de uma situação, são otimistas, encontram soluções mais rapidamente. O maior benefício mesmo é recuperar-se com rapidez e com menor “estrago”, ou seja, com consequências menores, tanto para elas mesmas, quanto para o ambiente que as cerca.

Portanto é uma habilidade importante e estudos mostram que pode ser desenvolvida, aprendida. A questão é querer e exercitar. A vida é cheia de obstáculos, por isso duas coisas são fundamentais: ter um objetivo, um propósito claro, e não desistir, mesmo se cairmos várias vezes.

Buen Vivir, ¿teoría o paradigma? - El Quinto PoderSer resiliente não é apenas ser persistente, insistente, é ser realista e ter objetividade. Também não é ser ingênuo. Uma atitude que ajuda é exercitar o conhecimento das próprias emoções, saber o que me deixa triste, alegre, com raiva; não ter medo das próprias emoções, identificá-las, dar nome a elas, e também dar tamanho, intensidade e razões. Outro aspecto crucial é estar em paz com a própria história, com o contexto em que fomos criados.

Depois, é claro, reconhecer seus talentos, refletir sobre os erros, aceitar quando não der certo, ouvir quando nos corrigem e saber esperar são atitudes que aumentam a resiliência.

Quando percebermos que está difícil melhorar sozinhos, ou quando algo está fugindo ao controle, devemos procurar ajuda profissional. Ter uma rede de apoio, com amigos e pessoas com quem partilhar a vida ajuda muito.

Pode parecer difícil, mas essa capacidade está dentro de cada um. Adotemos a postura do resiliente: recomeçar sempre, cada vez melhor, acreditando que o cérebro aprende e gosta dessas emoções! Algo muito interessante que ativa igualmente o cérebro é a gratidão! Sermos gratos! Desenvolver a gratidão em atos, em atitudes conosco e com os outros aumenta a resiliência!

Por: Darlene Ponciano Bomfim

*Matéria publicada originalmente na Revista Cidade Nova, em fevereiro de 2019.

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