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Fome Zero e Agricultura sustentável: pensando a agricultura familiar

Educação para o Bem Viver

Atualmente, a fome ainda aflige milhões de pessoas no mundo. Segundo a reportagem da revista Veja (disponível aqui), há a possibilidade do número de pessoas atingidas pela fome dobrar até o final de 2020, atingindo 265 milhões de pessoas. Apesar de tal reportagem apontar a fome em locais como o continente africano e Venezuela, a situação brasileira não é boa. Segundo o portal de notícias Terra, há possibilidade do Brasil voltar ao mapa da fome em 2020, visto a expectativa de 5,4 milhões de pessoas passarem para a extrema pobreza esse ano, por causa dos problemas econômicos atuais (a reportagem pode ser lida aqui).

 

Diante de dados tão graves, é importante questionarmos como chegamos à esse cenário. Além das crises econômicas, é necessário apontar que temos uma agricultura extremamente desigual, com grande parte sendo para exportação e produtos não alimentícios. Segundo a FAO-ONU, 80% do alimento do mundo é cultivado/produzido por agricultura familiar.

 

Diversos tipos de milho, fruto de sementes crioulas, protegidas pela agricultura familiar.

No Brasil, a agricultura familiar é de extrema importância, visto que grande parte de sua produção se dá para o mercado interno, ajudando na soberania alimentar (ou seja, fazer com que nós, como nação, não sejamos tão dependentes de outras nações para termos alimentos), facilitando o acesso ao alimento. Também tem grande importância por ela manter a grande diversidade de frutas, verduras e legumes.

De acordo com a FAO-ONU, é paradoxal que hoje não há falta de alimentos, mas, dificuldade no acesso a estes por uma parcela da população, e, neste sentido, a agricultura familiar é vital, pois ela visa atender as necessidades locais, além de gerar empregos e permitir o acesso ao alimento à um custo menor.

É importante destacar que a agricultura familiar tem grande importância ao manter a variabilidade genética dos alimentos com o esforço de proteção de sementes crioulas, ou seja, sementes que não tiveram a modificação do seu código genético, além de serem mais adaptadas para o cultivo de alimentos para a região em que se originam, dependendo muito menos de insumos industriais e agrotóxicos, gerando alimentos mais saudáveis e nutritivos.

Por fim, convidamos vocês à assistirem os vídeos sobre Agricultura Familiar, onde se fala da importância desta para a economia, combate à fome, preservação das famílias no campo e soberania alimentar:

 
 

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3 comentários

  1. ceeja-admin

    Massa! Tudo a ver com a realidade contemporânea. Temos que nos engajarmos e abraçar nosso projeto. Parabéns pela iniciativa.

  2. […] Algumas das razões pelas quais essas doenças estão mais frequentes são a crescente aproximação entre animais selvagens e humanos, a invasão de habitats naturais, a urbanização e o desenvolvimento socioeconômico. […]

  3. […] Um dos maiores desafios atuais é o acesso de uma alimentação de qualidade à toda população. Infelizmente há barreiras econômicas que impedem isso, mas, há alternativas que, com conhecimento de todos, podem ser usadas para a alimentação. Esse desafio é tão grande que tornou-se uma ODS (objetivo de desenvolvimento sustentável) da ONU, que aponta o caráter absurdo de existir alimentos mas nem todos poderem desfrutar destes (tal tema também foi tratado aqui). […]

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