Escola

Pensar a cidadania – Parte I

Trabalho de iniciação à docência realizado no CEEJA culmina em reflexões sobre cidadania no contexto da educação de jovens e adultos. Acompanhe abaixo o texto produzido por Brenno Demarchi.

Segundo Brenno, “a seguinte sequência de publicações faz parte do conteúdo de um material didático elaborado para a disciplina de Estágio Supervisionado I, no último ano do curso de Ciências Sociais da Unesp de Marília, sob orientação do Prof. Guilherme Sartori. O objetivo desta e das seguintes publicações é refletirmos sobre como podemos elaborar e garantir nossos direitos na sociedade que vivemos”.

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nullVocê já pensou que, antes, a maioria das pessoas não podiam votar? Desde a chegada dos portugueses ao Brasil, apenas os homens brancos, ricos, donos de terra e de escravos participavam das decisões coletivas do país. Assim: a população indígena, os negros, as mulheres e quem não tinha propriedade não podiam nem sequer participar desse processo.

E como será que hoje o voto se tornou universal?

A questão do voto universal é entendida como um direito garantido a todos e todas, sem que se especifique a cor da pele, a escolaridade ou a renda. Esse direito tão importante, foi alcançado na constituição de 1988, acompanhado de muitas lutas das classes populares no Brasil.

Isso significa que foi necessário, ao longo do desenvolvimento da história do Brasil, que os movimentos sociais (de mulheres, coletivos negros e organizações indígenas) reconhecessem o seu direito a democracia, para que se organizassem e lutassem pelo seu direito ao voto. Dessa maneira, se antes, apenas os brancos e ricos poderiam votar, graças as mobilizações sociais, foram possíveis garantir a universalidade do voto. Hoje votar também é um direito seu!

Sabemos que votar não resolve previamente todos os problemas do país, mas existe também uma outra questão que deve ser levada em consideração. À medida que o voto se tornou universal, mais pessoas puderam reconhecer os problemas sociais que fazem parte do seu cotidiano, e conforme em que foi possível organizar-se coletivamente, puderam pressionar o Estado, a garantir os direitos que os movimentos sociais já alcançaram, e para que seja possível continuar avançando por melhores condições para o futuro.

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