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Alunos do CEEJA traduzem trecho inédito de obra de Alexis Carrel, prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina, de 1912.

Apoiados pelos professores Cícero (Sala de Leitura), Wendi (Inglês) e Glória (Inglês), alunos do CEEJA iniciam tradução de obra inédita no Brasil, do escritor e prêmio Nobel de Medicina – Alexis Carrel! O biologista teria desenvolvido uma bomba de corrente sanguínea, que seria considerado o primeiro coração artificial do mundo, além de ter contribuído para as pesquisas sobre transfusões sanguíneas já naquela época, segundo William Moffitt Harris, Professor Doutor Aposentado da Faculdade de Saúde Pública da USP. Acompanhe abaixo dois trechos da tradução do primeiro capítulo da obra estudada.

Reflections On Life – REFLEXÕES SOBRE A VIDA, POR ALEXIS CARREL

Disobedience to the rules of life – Desobediência às regras da vida

“A revolta contra regras ancestrais de comportamento. – Sua história – Libertação das restrições impostas pelo ambiente cósmico e pela moralidade cristã. Abandono de toda disciplina: individual, social e racial. Todos sentem o desejo de viver de acordo com a sua fantasia. Esse desejo é inato no homem, mas, nas ciências democráticas, torna-se tão peculiarmente inflamado que acaba por adquirir uma intensidade positivamente mórbida. Foram os filósofos do século das Luzes que entronizaram esse cego culto da liberdade na Europa e na América. Em nome da razão eles ridicularizavam as disciplinas tradicionais, então tornando todo tipo de restrição odiosa ou absurda. Então começou o período final da luta contra as regras de conduta das quais nossos ancestrais aceitaram; regras que devem sua origem à experiência que a humanidade adquiriu ao longo de milhares de anos e ao ensino moral dos Evangelhos”.

Trecho traduzido por Jesus Malaquias, aluno de Língua Inglesa do CEEJA.

Reflexões sobre a vida – (II)

“Foram fundadas na crença em uma vida futura, na revelação divina, na igreja e no amor de Cristo. Naturalmente, eles não sobreviveram ao desaparecimento da fé. Assim que renunciamos aos preceitos do evangelho, renunciamos a toda a disciplina interior. A nova geração nem sequer percebe que tal disciplina existiu. Temperança, honrar a verdade, responsabilidade, pureza, autodomínio, o amor de um vizinho, o heroísmo são expressões desgastadas, palavras sem sentido que não provocam nada além de um sorriso desdenhoso das crenças religiosas, quando são sinceras, inspiram o tipo de respeito concedido a objetos raros em um museu. Permaneceu católico, ainda fala prontamente de caridade, justiça e verdade. Mas, aparte de uns poucos fiéis, ninguém aplica esses princípios à vida ordinária. Para o homem moderno, a única regra de conduta é seu próprio prazer. O egoísmo como o caranguejo em sua concha e, novamente como o caranguejo, procura devorar seu vizinho. As relações sociais elementares mudaram profundamente; em todos os lugares, a divisão reina. O casamento deixou de ser um vínculo permanente entre o homem e a mulher. Tanto as condições materiais como psicológicas da existência moderna criaram um clima propício para o desmembramento da vida familiar. As crianças são agora consideradas um aborrecimento, se não uma calamidade. Este é o resultado final de ter abandonado aquelas regras que, no passado, o homem ocidental tinha a coragem e a sabedoria de impor à sua conduta individual e social”.

Traduzido por Nadir Maria Ramos, aluna de Língua Inglesa do CEEJA.

Trecho Original
REFLECTIONS ON LIFE, BY ALEXIS CARREL
Disobedience to the rules of life
(I)
“The revolt against ancestral rules of behaviour. -Its history .-Liberation from the constraints imposed by cosmic environment and christian morality. Abandonment of all discipline: Individual, social and Racial. Everyone feels the desire to live according to his own fancy. This desire is innate in man, but, in democratic natioins, it becomes so peculiarly inflamed that it ends by acquiring a positively morbid intensity. It was the philosophers of the Century of Enlightenment who enthroned this blind cult of liberty in Europe and America. In the name of reason, they heaped ridicule on the traditional disciplines, thus rendering every kind of constraint odious or absurd. Then began the final period of the struggle against the rules of conduct which our ancestors accepted; rules which owed their origin to the experience humanity had acquired over thousands of years and to the moral teaching of the Gospels.”
(II)
“Were founded on belief in a future life , on divine revelation, on the church and  on thelove of christ. naturally thesedid not survive the disappearance of faith.as soon as we renounced the precepts of the gospel,we renouced all interior discipline.the new generationis not even aware that such a discipline ever existed .temperance, honour truthfulness,responsibility,purity,self mastery,love of ones neighbour,heroism are outworn expressions;meaningless words which provoke nothing but a contemptuous smile from the yong.religious beliefs,when theyare sincere,inspire the kind of respect accordedto rare objects in a museum.admittedly,in the groups which have remained catholic,still speak readily of charity,justice and truth.but,apart from a faithful few no one applies these principles to ordinary life.for modern man, the only rule of conduct is his own good pleasure.everyone is enclosed in his own egoism like the crab in its shell and,again like the crab,seeks to devour his neighbour.elementary social relationshave changed profoundly; everywhere,division reigns.marriage has ceased to be a permanent bond between man and woman.both the material and the psychological conditions of moden existence have created a propitious climate for the breaking up of family life. children are now considered a nuisance, if not a calamity.this is the final result of having abandoned those rules which,in the past, western man had the courage and wisdon to impose on his individual and social conduct.”

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