Relato de Experiência Vivida

A luta continua!

Por Evany Veus – relato de experiência vivida

Durante a nossa roda de conversa sobre A Mulher no Século XXI, que foi muito importante, ficamos sabendo de vários assuntos, por exemplo, sobre o feminismo, as desigualdades humanas, que existem até os dias de hoje, e a necessidade de lutar, pela deficiência do sistema, o que nos levou a tratarmos  sobre as revoluções sociais que aconteceram ao longo da história em todos os países.

No Brasil, no ano de 1964, o governo reunia o povo, oferecendo passagens de graça para ir para ao Rio de Janeiro para participar de seus comícios que realizavam, prometendo a reforma agrária e muitas outras promessas de influência socialista da antiga União Soviética. Ouve grande confusão na cabeça do povo mais humilde, que com grande esperança sonhava por vida melhor, mas que só ficou na promessa.

Me lembro desta época, pois meu pai tinha muita esperança nessa reforma agrária. Eu era pequena, mas já vivia este tempo. Nós éramos uma família muito pobre e o meu pai ia nas reuniões da reforma agrária para ver se conseguia um pedacinho de terra para construir uma casa para nós morarmos, já que não tínhamos condições de comprar. Éramos em onze irmãos e só meu pai quem trabalhava. Os meus irmãos não trabalhavam, porque estavam alistados no exército e as firmas não empregavam quem estava alistado. Foi uma fase muito difícil.

Nesse período, existiam dois projetos em disputa, o da reforma agrária e os contrários. Depois de muitas promessas do governo, começaram as greves nas fábricas, roubo a bancos e manifestações dos estudantes que queriam a reforma agrária. A população contrária começou também a se manifestar contra tudo isto. Houve a Marcha da Família com o slogan “Deus para a Liberdade”, propondo libertar o Brasil das ideias comunista por parte do governo da época.

Foi então que as Forças Armadas tomaram o poder. Houve muitas prisões, torturas e mortes. Nesta época, as mulheres sofreram muitos preconceitos e medo de mandar seus filhos para a escola.

Mais tarde, na minha época, foi mais fácil. Eu trabalhava fora, casei, tive meus filhos, mandava eles para a escola sem tanta preocupação e medo. Ainda hoje, a nossa luta continua para que possamos ter nossos direitos iguais, sem preconceito algum. A nossa luta continua!

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