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Oficina de Turbantes no CEEJA valoriza e celebra a cultura de matriz africana!

“A África não se pode entender como volta ao passado, mas como necessidade fundamental para construção de uma identidade própria, história viva e com uma perspectiva de futuro próspero para todos os descendentes do continente africano” (Por Tereza Cristina Baraldi)

A oficina de turbantes foi desenvolvida por Rita Magnani, Coordenadora de Políticas para a Igualdade Racial da Secretaria de Juventude e Cidadania de Marília, em parceria com a Profa. Carla Flait, PCNP, pela Profa. Vanessa Lima, da EE Reginato, e pelas Professoras Dinarci e Nilce, do CEEJA de Marília.

 

O projeto em questão visa trabalhar com uma temática voltada para as raízes culturais dos jovens afrodescendentes, resgatando a cultura e história da África, para com isso, entenderem a relação estreita com esse continente e identificarem a identidade afro-brasileira.

A publicação da Lei Nº 10.639 tornou obrigatório o ensino da História da África e dos Afro-brasileiros no Ensino Fundamental e Médio, em todo o país.

Ao estudar a África não se pode entender como volta ao passado, mas como necessidade fundamental para construção de uma identidade própria, história viva e com uma perspectiva de futuro próspero para todos os descendentes do continente africano.

Baseado nestas considerações, elaboramos esse projeto no sentido de promover um conhecimento mais aprofundado sobre a importância da contribuição dos africanos para o desenvolvimento do nosso país. Optamos por dar prioridade a outros aspectos do contexto histórico-cultural africano que são desconhecidos pela maioria da comunidade escolar.

Queremos promover o verdadeiro resgate da herança africana, ignorada ao longo do tempo.

Fonte: Diretoria de ensino Região de Marília em pareceria com a Secretaria MUNICIPAL DA JUVENTUDE E CIDADANIA do Município de Marília

 

A herança cultural negra e o racismo

A contribuição cultural de escravos-negros é enorme. Na religião, música, dança, alimentação, língua, temos a influência negra, apesar da repressão que sofreram as suas manifestações culturais mais cotidianas.

Nos primeiros séculos de sua existência no Brasil, os africanos não tiveram liberdade para praticar os seus cultos religiosos. No período colonial, a religião negra era vista como arte do Diabo; no Brasil-Império, como desordem pública e atentado contra a civilização.

Na sociedade brasileira do século XIX, havia um ambiente favorável ao preconceito racial, dificultando enormemente a integração do negro. De fato, no Brasil republicano, predominava o ideal de uma sociedade civilizada, que tinha como modelo a cultura europeia, onde não havia a participação senão da raça branca.

Esse ideal, portanto, contribuía para a existência de um sentimento contrário aos negros, pardos, mestiços ou crioulos, sentimento este que se manifestava de várias formas: pela repressão às suas atividades culturais, pela restrição de acesso a certas profissões, as “profissões de branco” (profissionais liberais, por exemplo), também pela restrição de acesso a logradouros públicos, à moradia em áreas de brancos, à participação política, e muitas outras formas de rejeição ao negro.

Fonte: Adaptado de http://brasil500anos.ibge.gov.br/territorio-brasileiro-e-povoamento/negros/a-heranca-cultural-negra-e-racismo.html

 

 

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